"...Quando não se dá, se perde...

O alheamento e a total abstração das coisas,

leva à solidão, ao recluso da alma,

a empáfia diante de si mesmo. 

Quando não se tem é porque não se deu...

Tudo falta, até o chão sob os pés.

A luta derrama o sangue,

a perda gera a derrota

mas é invicto o feto da vida...

Morrer de fome na abundância,

encharcar-se na chuva de suor da batalha...

Tudo desconexo...

Impulsos emocionais inconscientes e irrefreados.

Tantos relatos de "causos",

tantas perguntas de leigos,

tanto silêncio respondendo no ar...

A palavra é um mistério que nasce e morre enigmática...

Fico indiferente quando engasgo na emoção

de compreender tantas coisas...

A simplicidade está aí,

clara como a luz na nossa face,

e só a compreendemos,

quando captamos a mensagem... 

Gente-Esperança, Filho-Esperança,

que Deus só emprestou como nos emprestou a vida,

para onde viemos

"perdendo, infelizmente, a viagem..."

(Sonia Pallone)

 

 

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