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Cachoeiras
Nas águas represadas dos meus rios morreram cachoeiras de poemas. Os peixes já não brincam piracemas, perderam-se nos veios mais sombrios. As margens dos salgueiros imponentes o tempo desmatou, deixando estragos, pastagens e erosões. Onde os meus lagos formados pelas águas das enchentes? Restaram-me os espaços-passarinhos de rabiscar palavras carpideiras e um charco assoreado de aquarelas. Mistérios dessas noites de chorinhos, limo no peito e a dor de cachoeiras. Saudades de acordar pingando estrelas!
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