Soneto Azul

 

 

-Ser ou não ser o azul. Eis a questão.

E existem muitos verdes nas florestas...

E existe a solidão do azul-canção

no céu de galhas nuas sem arestas. 

-Ser ou não ser... O branco em minha mão,

é o mesmo branco em paz, que faz a festa,

dormindo meus terreiros da ilusão:

saudades e paixões. Ainda me resta 

um verde de poesia azul de luas

por entre as águas roucas dos meus rios.

-Quem vai gritar mais alto?... A cachoeira 

com sua voz de rochas seminuas,

repete o mesmo veio, e os seus feitios,

têm pedras de poeta... E eu sou poeira.

 

   ©  Nathan de Castro

 

 

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