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Soneto
Azul

-Ser
ou não ser o azul. Eis a questão.
E
existem muitos verdes nas florestas...
E
existe a solidão do azul-canção
no
céu de galhas nuas sem arestas.
-Ser
ou não ser... O branco em minha mão,
é
o mesmo branco em paz, que faz a festa,
dormindo
meus terreiros da ilusão:
saudades
e paixões. Ainda me resta
um
verde de poesia azul de luas
por
entre as águas roucas dos meus rios.
-Quem
vai gritar mais alto?... A cachoeira
com
sua voz de rochas seminuas,
repete
o mesmo veio, e os seus feitios,
têm
pedras de poeta... E eu sou poeira.
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