A realidade tem voz de calabouço.

Não sabe o sol, estrelas e a poesia.

E tudo o que ela dita, apenas ouço,

mas não rabisco um nó de serventia.

 

A realidade é o cárcere dos loucos.

Esses normais que vagam de alquimia

na guerra alucinada por tesouros

para comprar motivos de alegria.

 

Por vezes, sua máscara me pega,

com a vontade acesa atrás das grades,

clamando a insanidade de um momento.

 

Mas meu dragão cinzento não se entrega,

têm penas de paixões, sonhos, saudades

e sempre volta ao verso e à paz do vento.

 

    ©  Nathan de Castro

 

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