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A realidade tem voz de calabouço. Não sabe o sol, estrelas e a poesia. E tudo o que ela dita, apenas ouço, mas não rabisco um nó de serventia.
A realidade é o cárcere dos loucos. Esses normais que vagam de alquimia na guerra alucinada por tesouros para comprar motivos de alegria.
Por vezes, sua máscara me pega, com a vontade acesa atrás das grades, clamando a insanidade de um momento.
Mas meu dragão cinzento não se entrega, têm penas de paixões, sonhos, saudades e
sempre volta ao verso e à paz do vento.
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