

O
despertar do prazer
Um
corpo adormecido, acorda,
De
anos de torpor.
Uma
eternidade de não sentir,
Até
finalmente...
Desistir
de sublimar o amor.
Estímulos
esquecidos, voltam a ser percebidos,
Agora,
como novos, por um cérebro embotado,
Que não mais se lembrava em que parte
Se
escondiam as sensações mais intensas,
Da
comunhão a dois.
Arrepios,
não mais de frio, percorrem-no.
Pulsares
involuntários... intumescimentos... umidades.
E
mais uma vez,
Como
num ciclo, há tanto esquecido,
Uma
ciranda ou uma mandala,
O
corpo não mais cala,
O
corpo grita, geme, fala...
A
linguagem natural da vida.
E
acorda entorpecido, dolorido até,
Mas
de puro prazer.
Não
mais sublima nada,
Se
permite sentir e corresponder.
Corpo
dantes frígido, agora sabe-se quente
Fernanda
Maria
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