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Eta
saudade arretada
do meu sertão dolorido
de terra batida vermelha
estorricada pelas secas da vida.
Eta saudade arretada
do meu sertão sertanejo
da missa-do-galo na igrejinha sem teto
ao pé do barranco na pracinha
da minha cidade esquecida.
Eta saudade arretada
do meu sertão desgraçado, povoado
com o sangue dos retirantes marginalizados
pelas autoridades do meu
ilusório país.
Eta saudade arretada
meu peito é um aperto só!
Um nó na garganta danado
não me deixa nem soluçar.
Eta saudade arretada
do meu sertão massacrado,
assassinado,
dissecado!
Meu sertão...
Que vontade me dá de chorar!
Agosto 2002
(Descaso-Vergonha)
Alzirita C.
Travassos

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